História
A Frequesia de Alguber tem uma área de 19,19 Km2 e uma população de 1010 habitantes. Situa-se no concelho de Cadaval, no extremo norte do distrito de Lisboa. Desenvolvendo-se da Serra de Todo-o-Mundo para sul, é constituída pelos lugares de Alguber, Corujeira, Gouxaria, Adro, Casais da Serra e Casal da Torre, Venda do Freixo e Venda do Marco.

O topónimo Alguber garante que o povoamento da região é anterior ao século XII, embora o significado árabe da designação seja ainda hoje motivo de controvérsia entre os especialistas (cf. Pinho Leal com “pequeno monte” e José Pedro Machado com “pó”, ou “poeira”). A primeira referência escrita é de 1302, data em que João Cheo e sua mulher doam a “terça de seus bens em Alguber” ao mosteiro de Almoster.

Inicialmente no termo de Óbidos, Alguber passou para o concelho de Cadaval na data da sua fundação, 1 de Dezembro de 1371, integrada na freguesia de Figueiros. No Numeramento de 1527 o lugar de Alguber é referido no concelho do Cadaval. Foi desanexado da freguesia de Figueiros em 1549, por iniciativa de Gião Fialho, capitão-mor de Ceuta e comendador da Ordem de Cristo, que erigiu a anteriormente existente Ermida do Tojal, junto à Corujeira, em freguesia, depois de alcançar licença da Igreja de Santa Maria de Óbidos.

O Padre Cardoso no seu Diccionario, em 1747, declara que o lugar é do termo da “Villa do Cadaval”, que o seu Donatário é o Duque de Cadaval e o Orago é Nossa Senhora das Candeias. Refere-se ao Doutor Bento Homem da Fonseca, nascido na Quinta do Vale, no vale entre Alguber e Gouxaria, que foi “graduado na Sagrada Theologia, Comissario do Santo Officio, Conego Magistral na Sé do Porto, varão consumado em letras por testemunho da Universidade de Coimbra, ... merecendo nella justamente o nome de grande Doutor, entre os grandes Doutores”.

Nas Memórias Paroquiais de 1758 o cura José do Coutto Ferreia informa que Alguber tinha então 67 fogos, 123 homens e 134 mulheres e que “no terramoto pouca roina teve” e “tudo está ja reparado”.

João Maria Baptista (na Chorographia Moderna do Reino de Portugal) diz que em 1840 pertencia a freguesia ao concelho de Alcoentre, que foi extinto pelo decreto de 24 de Outubro de 1855, passando ao de Cadaval, embora no Diccionário Geographico Abreviado se afirme, em 1852 que pertencia ao de Cadaval.

Em 26 de Setembro de 1895, com a extinção deste concelho, foi incluída no de Rio Maior durante um curto espaço de tempo, tendo voltado ao concelho de Cadaval quando este foi restaurado, em 13 de Janeiro de 1898.